sexta-feira, 14 de setembro de 2012

100 livros essenciais da literatura brasileira

Quais são os 100 livros fundamentais, essenciais, imperdíveis da literatura brasileira? Que romance, poesia, crônica ou conto você não pode deixar de ler na vida? Dom Casmurro, Brás Cubas, Macunaíma, Sargento de Milícias, Grande Sertão Veredas e outras grandes obras do Brasil. A revista Bravo selecionou os 100 melhores livros dos melhores autores do país. Aqueles clássicos que caem no vestibular com 100% de certeza. Um ranking dos livros mais importantes do Brasil. Veja a lista no final do texto ou siga as dicas de 17 educadoras que selecionaram os livros essenciais para ler dos 2 aos 18 anos e chegar a vida adulta com boas referências, no hotsite Biblioteca Básica.

Escritores costumam ser, até por ofício, bons frasistas. É com essa habilidade em manejar palavras, afinal, que constroem suas obras, e é em parte por causa dela que caem no esquecimento ou passam para a história. Uma dessas frases, famosa, é de um dos autores que figuram nesta edição, Monteiro Lobato: "Um país se faz com homens e livros". Quase um século depois, a sentença é incômoda: o que fazer para fazer deste um Brasil melhor? No que lhe cabe, a literatura ainda não deu totalmente as suas respostas.

Outro grande criador de frases, mais cínico na sua genialidade, é o dramaturgo e escritor Nelson Rodrigues, outro autor representado nesta edição. Dizer que "toda unanimidade é burra" é muito mais que um dito espirituoso: significa mesmo uma postura em relação às coisas do mundo e do homem tão crucial quanto aquela do criador do Sítio do Picapau Amarelo.

É evidente que o ranking das 100 obras obrigatórias da literatura brasileira feito nesta edição não encontrará unanimidade entre os leitores. Alguns discordarão da ordem, outros eliminariam títulos ou acrescentariam outros. E é bom que seja assim, é bom que haja o dissenso: ficamos longe da burrice dos cânones dos velhos compêndios e da tradição mumificada.

Embora tenha sua inevitável dose de subjetividade, a seleção feita nesta edição, contudo, está longe de ser arbitrária. Os livros que, em seus gêneros (romance, poesia, crônica, dramaturgia) ajudaram a construir a identidade da literatura nacional não foram desprezados (na relação geral e na ordem). Nem foram deixados de lado aqueles destacados pelas várias correntes da crítica, muito menos os que a própria revista BRAVO!, na sua missão de divulgar o que de melhor tem sido produzido na cultura brasileira, julgou merecer.

O resultado é um guia amplo, ao mesmo tempo informativo e útil. Para o leitor dos livros de ontem e hoje, do consagrado e do que pode apontar para o inovador. Não só para a literatura, mas também, como queria Lobato, para os homens e para o país que ainda temos de construir. A seguir, os 100 livros essenciais da literatura brasileira, listados em ordem alfabética de autor. Leia e divirta-se!

Adélia Prado: Bagagem

Aluísio Azevedo: O Cortiço

Álvares de Azevedo: Lira dos Vinte Anos; Noite na Taverna

Antonio Callado: Quarup

Antônio de Alcântara Machado: Brás, Bexiga e Barra Funda

Ariano Suassuna: Romance d'A Pedra do Reino

Augusto de Campos: Viva Vaia

Augusto dos Anjos: Eu

Autran Dourado: Ópera dos Mortos

Basílio da Gama: O Uraguai

Bernando Élis: O Tronco

Bernando Guimarães: A Escrava Isaura

Caio Fernando Abreu: Morangos Mofados

Carlos Drummond de Andrade: A Rosa do Povo; Claro Enigma

Castro Alves: Os Escravos; Espumas Flutuantes

Cecília Meireles: Romanceiro da Inconfidência; Mar Absoluto

Clarice Lispector: A Paixão Segundo G.H.; Laços de Família

Cruz e Souza: Broquéis

Dalton Trevisan: O Vampiro de Curitiba

Dias Gomes: O Pagador de Promessas

Dyonélio Machado: Os Ratos

Erico Verissimo: O Tempo e o Vento

Euclides da Cunha: Os Sertões

Fernando Gabeira: O que é Isso, Companheiro?

Fernando Sabino: O Encontro Marcado

Ferreira Gullar: Poema Sujo

Gonçalves Dias: I-Juca Pirama

Graça Aranha: Canaã

Graciliano Ramos: Vidas Secas; São Bernardo

Gregório de Matos: Obra Poética

Guimarães Rosa: O Grande Sertão Veredas; Sagarana

Haroldo de Campos: Galáxias

Hilda Hilst: A Obscena Senhora D

Ignágio de Loyola Brandão: Zero

João Antônio: Malagueta, Perus e Bacanaço

João Cabral de Melo Neto: Morte e Vida Severina

João do Rio:A Alma Encantadora das Ruas

João Gilberto Noll: Harmada

João Simões Lopes Neto: Contos Gauchescos

João Ubaldo Ribeiro: Viva o Povo Brasileiro

Joaquim Manuel de Macedo: A Moreninha

Jorge Amado: Gabriela, Cravo e Canela; Terras do Sem Fim

Jorge de Lima: Invenção de Orfeu

José Cândido de Carvalho: O Coronel e o Lobisomen

José de Alencar: O Guarani e Lucíola

José J. Veiga: Os Cavalinhos de Platiplanto

José Lins do Rego: Fogo Morto

Lima Barreto: Triste Fim de Policarpo Quaresma

Lúcio Cardoso: Crônica da Casa Assassinada

Luis Fernando Verissimo: O Analista de Bagé

Luiz Vilela: Tremor de Terra

Lygia Fagundes Telles: As Meninas; Seminário dos Ratos

Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas; Dom Casmurro

Manuel Antônio de Almeida: Memórias de um Sargento de Milícias

Manuel Bandeira: Libertinagem; Estrela da Manhã

Márcio Souza: Galvez, Imperador do Acre

Mário de Andrade: Macunaíma; Paulicéia Desvairada

Mário Faustino: o Homem e Sua Hora

Mário Quintana: Nova Antologia Poética

Marques Rebelo: A Estrela Sobe

Menotti Del Picchia: Juca Mulato

Monteiro Lobato: O Sítio do Pica-pau Amarelo

Murilo Mendes: As Metamorfoses

Murilo Rubião: O Ex-Mágico

Nelson Rodrigues:  Vestido de Noiva; A Vida Como Ela É

Olavo Bilac: Poesias

Osman Lins: Avalovara

Oswald de Andrade: Serafim Ponte Grande; Memórias Sentimentais de João Miramar

Otto Lara Resende: O Braço Direito

Padre Antônio Vieira: Sermões

Paulo Leminski: Catatau

Pedro Nava: Baú de Ossos

Plínio Marcos: Navalha de Carne

Rachel de Queiroz: O Quinze

Raduan Nassar: Lavoura Arcaica; Um Copo de Cólera

Raul Pompéia: O Ateneu

Rubem Braga: 200 Crônicas Escolhidas

Rubem Fonseca: A Coleira do Cão

Sérgio Sant'Anna: A Senhorita Simpson

Stanislaw Ponte Preta: Febeapá

Tomás Antônio Gonzaga: Marília de Dirceu; Cartas Chilenas

Vinícius de Moraes: Nova Antologia Poética

Visconde de Taunay: Inocência


Fonte: educarparacrescer.abril.com.br (texto Helio Ponciano e Marcelo Pen)

DICA DA SEMANA

A trilogia Wunderkind está dando o que falar: a crítica europeia a comparou aos livros de Neil Gaiman, famoso autor inglês de livros e quadrinhos.

Escrita pelo italiano D’Andrea G. L., a trilogia chega ao Brasil pela Bertrand Brasil.









"A vida de Caius Strauss muda completamente no momento em que ele recebe uma moeda de prata de presente de um homem misterioso. E por mais que ele tente se livrar dela, o objeto sempre acaba voltando para ele.




Fonte: Livros em Série 

Brasileira que faz doutorado na Inglaterra ganha bolsa da Google


A brasileira Larissa dos Santos Romualdo Suzuki precisou de menos de seis anos para fazer a graduação e o mestrado em uma área dominada por homens: a ciência da computação. Em 2010, aos 24 anos, quando já era doutoranda da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), no campus de Ribeirão Preto, ela foi aceita com bolsa integral na University College London (UCL), uma das mais conhecidas do Reino Unido, em um programa de pós-graduação integrado com a Imperial College London. Hoje, aos 27, ela é uma das 40 mulheres de universidades da Europa, da África e do Oriente Médio selecionadas pela Google em 2012 para receber uma bolsa de 7 mil libras (cerca de R$ 22 mil) como forma de premiar seu trabalho.

Como bolsista da empresa que criou o buscador mais popular da internet, Larissa e as demais bolsistas viajaram em junho deste ano até a sede da Google em Zurique, na Suíça, para um encontro de três dias destinado à troca de experiências e à análise dos projetos de cada uma, além de debates sobre a presença das mulheres no ramo da tecnologia.

Larissa conta que toda a sua carreira acadêmica gira em torno da engenharia de software, apesar de ela ter feito graduação em ciências da computação, mestrado em engenharia elétrica e iniciado um doutorado na Faculdade de Medicina, que aceita em seu quadro de pesquisadores estudantes formados em outras áreas.

Sua dissertação de mestrado teve como objetivo "desenvolver uma técnica de pré-processamento de imagens mamográficas para auxiliar o diagnóstico precoce de câncer de mama". Já no doutorado que ela iniciou na área de medicina, mas interrompeu para se mudar para a Inglaterra, a proposta era trabalhar com "técnicas de processamentos em imagens de neuroimagem". Segundo ela, "trabalhos nessa área podem auxiliar no diagnóstico de muitas doenças, como, por exemplo, a epilepsia ou o Mal de Alzheimer".

Atualmente, a tese de doutorado da jovem na UCL gira em torno do desenvolvimento de um sistema orquestrado capaz de integrar outros sistemas, o que seria útil para a administração dos serviços de água, esgoto, energia elétrica e qualidade do ar de uma cidade. "Quero aplicar a engenharia de software de modo a instrumentar cidades, conectar sistemas e fazer as cidades se tornarem um ambiente inteligente para as pessoas viverem", diz.


Mais espaço para mulheres
Estudantes de qualquer parte do mundo matriculadas nas instituições europeias, africanas e do Oriente Médio podem concorrer à Bolsa de Estudos Google Anita Borg Memorial. A seleção é feita anualmente com base na excelência acadêmica nos ramos da computação e tecnologia e na experiência em postos de liderança.

De acordo com Larissa, o Reino Unido tem visto o aumento de iniciativas não só para atrair mais mulheres ao ramo, mas também para mantê-las ali. "A gente cresce com o estereótipo de que menina não mexe com eletrônica, e menino cresce mexendo com videogame. O que falta é fornecer um ambiente melhor de trabalho para as mulheres. Por exemplo, na Inglaterra existem prêmios para universidades que oferecem um ambiente de trabalho propício."

Criado em 2007, o programa da Google é feito em parceria com o Instituto Anita Borg para Mulheres e Tecnologia, criado em 1994 por Anita Borg, uma cientista da computação dos Estados Unidos que dedicou sua carreira a aproximar a tecnologia das mulheres, e incentivá-las a trabalhar no ramo. Após a sua morte, em 2003, o instituto passou a levar seu nome e até hoje financia pesquisas de mulheres em áreas como ciência e engenharia da computação, matemática aplicada e bioinformática.


Bolsas recusadas

Atraída por computadores desde pequena, por causa dos irmãos mais velhos que seguiram a mesma área, Larissa concluiu o bacharelado em ciência da computação pelo Centro Univesitário Barão de Mauá, em Ribeirão Preto, e, ao conseguir uma bolsa de iniciação científica, descobriu sua vocação de professora.

Ela dava aulas na Barão de Mauá e acabara de iniciar seu doutorado na USP quando recebeu a notícia de que havia sido aceita não só pela UCL, mas também pelas universidades de Birmingham e Lancaster, todas com bolsa integral. Além disso, ela recebeu oferta de bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

"Escrevi uma carta para as instituições agradecendo pela oferta, mas tive que recusar", conta ela, que conseguiu ajuda de custo da Barão de Mauá para as passagens de avião e acomodação na chegada ao Reino Unido.


As duas bolsas que recebe da UCL cobrem o valor do curso, de 20 mil libras anuais (cerca de R$ 64 mil) e 16 mil libras por ano (aproximadamente R$ 51 mil), incluindo seu salário como pesquisadora e professora assistente.

Mesmo morando fora do Brasil há mais de dois anos, a estudante ainda mantêm o sotaque do interior paulista, mas agora mistura o português com muitas palavras em inglês. Larissa é casada com outro cientista da computação, um brasileiro que também trabalha em Londres, e ainda não decidiu se volta à cidade natal assim que concluir seu doutorado, ou se faz um pós-doutorado no Reino Unido.

"Quero continuar aperfeiçoando meus conhecimentos e fazendo pesquisa para melhorar a sociedade. Quero voltar para o Brasil, sinto muita saudade, é o país a que eu pertenço. Mas não sei se vou fazer pós-doutorado fora, para quando voltar eu tentar uma vaga como professora na livre-docência", afirma.


Fonte: g1.globo.com



Faculdade com quase 90% de alunos negros forma sua 1ª turma de direito


A estudante Marilene de Mello foi escolhida para fazer o juramento dos alunos na formatura da primeira turma de direito a se formar na Faculdade Zumbi dos Palmares (Unipalmares), de São Paulo. A instituição de ensino superior tem quase 90% de seus alunos afrodescendentes autodeclarados, e vai promover nesta sexta-feira (14), no Memorial da América Latina, a colação de grau de 70 bacharéis em direito.

Para Marilene, de 47 anos, o curso de direito foi uma oportunidade de ganhar uma nova formação acadêmica e ainda promover, com outros estudantes de sua etnia, novas possibilidades da luta pelo negro e o direito à educação no Brasil.

Direito das minorias e teoria da justiça social são algumas das disciplinas que ela aprendeu no curso. “O direito no Brasil é usado como instrumento de dominação”, avalia Marilene, que é formada em ciências contábeis pela PUC-SP. “Este curso mostrou que podemos usar a Justiça não como dominação, mas como um direito à liberdade.”

Foram cinco anos de curso até a formatura desta primeira turma de direito da Unipalmares. A universidade reserva 50% de suas vagas a estudantes autodeclarados negros, e é aberta também tem alunos de outras etnias. O curso de direito da Unipalmares foi lançado em 2007, ano em que a universidade formou sua primeira turma, do curso de administração. A mensalidade de R$ 315 permitiu aos estudantes de baixa renda cursar a graduação em direito.


O estudante Manoel Bonfim dos Santos, de 51 anos, será o orador da turma. Ele explicou ao G1 que já tentou fazer outras faculdades, mas acabou desistindo também por se sentir como minoria na turma. “Comecei a fazer engenharia química, não desmerecendo a faculdade, mas existia um certo olhar diferente por eu ser negro. Eu era uma minoria, para não dizer que era o único. A gente sentia essa dificuldade de convivência.”

Santos destaca que na sua turma a grande maioria é de estudantes negros, mas não há uma discriminação entre os alunos. “Temos excelentes alunos e professores, negros e brancos.”

A mais velha da turma é Maria Cecília dos Santos, de 75 anos. Formada em pedagogia, ela já foi diretora de escola e viu de perto as dificuldades dos estudantes negros em conseguir uma vaga em uma boa faculdade. “Presenciei alunos muito bons que não conseguiam entrar na USP porque a família não tinha condições de pagar um cursinho”, destaca.


Maria Cecília diz que decidiu fazer o curso por causa de sua proposta social. “Eu me identifiquei com o projeto que a faculdade apresentava. Em outras instituições eu não encontrava pessoas da minha etnia, e isso me preocupava muito.”

Ela afirma que a lei que obriga as universidades federais a destinar 50% das vagas para alunos da rede pública é um indício de que algo está errado. "Se houver investimento no ensino fundamental, na alfabetização, com o tempo não será mais necessário ter este sistema de cotas. As famílias vão dando novas oportunidades para os filhos. Daqui a algumas décadas nossos filhos estarão em escolas boas, a educação no país estará melhor e os pais terão a consciência de sua importância para ajudar nesta formação."


Presidente do STF será o patrono
O reitor da Unipalmares, José Vicente, destaca que “essa formatura é uma expressão de quanto este tema e formas de inclusão se desenvolveu na sociedade e como ela tem reagido a mecanismo de condução neste tema”. Segundo ele, três alunos já foram aprovados no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil, que dá direito ao bacharel exercer a advocacia.

A turma terá como patrono o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ayres Britto. O vice-presidente Michel Temer também deverá participar da cerimônia, entre outras autoridades.

Além da escolha de Ayres Britto como patrono da turma, Vicente destaca que a universidade fez contato com outro ministro do STF, Joaquim Barbosa, que é negro, mas não foi possível contar com ele na colação de grau. “Gostaríamos que o ministro Joaquim Barbosa estivesse conosco. Eu acho que ele é uma expressão da possibilidade para o jovem negro no país”, diz o reitor. “Mais do que poder é fazer um trabalho com essa responsabilidade, qualidade e seriedade.”

A Unipalmares iniciou suas atividades em 2004 e atualmente conta com 1.700 alunos. Oferece os cursos de administração, direito, pedagogia, publicidade e propaganda, e tecnologia de transportes terrestres. Para 2013 já está autorizado pelo MEC os cursos tecnólogos em recursos humanos e em finanças. O próximo projeto é criar o curso de engenharia. “Queremos formar engenheiros, é uma carreira na qual este público afrodescendente não se faz presente”, diz o reitor. “E é uma área que demanda muitos profissionais.”


Fonte: g1.globo.com



Greve nas universidades federais empurra ano letivo para 2013

A maioria das universidades federais que saiu da greve retoma as aulas nesta segunda-feira (17). Cada instituição terá autonomia para montar o calendário de reposição, porém as aulas devem prosseguir até o ano de 2013. Nos casos mais extremos, como o da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a previsão é que as aulas só terminem em abril do ano que vem.

A greve foi deflagrada no dia 17 de maio, e perto de completar quatro meses ainda conta com a adesão de 22 instituições. O movimento chegou a atingir 57 das 59 universidades federais do país. O Ministério da Educação já anunciou que quer a reposição completa do período em greve.

Os professores que ainda estão em greve têm até esta quinta-feira (13) para definir se suspendem ou não a paralisação e enviar sua posição para o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino (Andes). A entidade que representa a maioria dos docentes pretende anunciar uma decisão unificada sobre a continuidade ou não da greve. Em 35 delas, no entanto, os docentes anunciaram a saída da greve.

O governo federal fechou acordo com outra entidade sindical, o Proifes, no início de agosto e deu por encerrada as negociações sobre salários e carreiras.

A paralisação continua em 22 universidades federais: Espírito Santo (Ufes), Mato Grosso (UFMT), Mato Grosso do Sul (UFMS), Viçosa (UFV), São João del Rei (UFSJ), Pará (UFPA), Oeste do Pará (Ufopa), Paraná (UFPR), Tecnológica do Paraná (UFTPR), Rural de Pernambuco (UFRPE), Vale do São Francisco (Univasf), Piauí (UFPI), Tocantins (UFT), Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Fluminense (UFF), Rio Grande (Furg), Pampas (Unipampa), Santa Maria (UFSM), Pelotas (UFPel), Rondônia (Unir), Roraima (UFRR) e Sergipe (UFS).



Fonte: g1.globo.com (foto: Marcos Dantas / G1 AM)













terça-feira, 11 de setembro de 2012

Zizylily Brechó Social

Todo mundo já teve alguma duvida de como combinar uma roupa, ou qual acessório usar... Para que isso não aconteça mais, basta você acompanhar o Blog do Brechó Zizylily. Lá, além de dicas de moda, você confere em primeira mão as peças que estão a venda no nosso Brechó, podendo compra-las pela internet, e entregamos na sua casa!

O Brechó zizylily oferece uma incrível variedade de produtos, que vão desde roupas femininas, masculinas e infantis, à acessórios, sapatos, artigos de decoração, entre outros.

Toda renda gerada pelo o Brechó Zizylily é destinada a manutenção do Espaço Biblioteca Comunitária Semear.

Para acessar a pagina do Brechó Zizylily no Facebook, basta clicar no botão "Nosso Brechó", na barra inicial aqui do Blog.

Simples e Natural

Entre na nossa pagina Simples e Natural e encontre receitas deliciosas, dicas de como cultivar seus próprios temperos e alimentos dentro de casa, em pequenos espaços e gastando pouco. Veja também alternativas criativas e praticas de como reciclar o seu lixo orgânico. Acompanhe notícias, criticas e muito mais!

Para acessar a página do Simples e Natural  no Facebook e aproveitar todas essas dicas, basta clicar no botão "Simples e Natural" na barra inicial aqui do Blog.

‘Diário de Classe’ prova que alunos podem ajudar a melhorar escolas


Muito se fala dos problemas que as escolas públicas enfrentam, como prédios mal conservados e alunos e professores pouco envolvidos com o projeto pedagógico. São tantos e se perpetuaram de tal forma, que acabaram sendo incorporados como estado natural das coisas.

Essa visão da educação pública pulverizou a ideia de que há um problema, não havendo mais incômodo – primeiro passo para que mudanças ocorram.

Felizmente nem todos sentem assim. Em Florianópolis, a adolescente Isadora Faber se incomodou e resolveu usar uma ferramenta muito popular para mostrar os problemas de sua escola – o facebook. Criou um espaço em sua página, o ‘Diário de Classe’, para esse fim.

Não é que deu certo? Sua atitude mexeu com a vaidade dos profissionais envolvidos, que não gostaram muito. Ela tirou a poeira debaixo do tapete e isso quer dizer que eles vão precisar tomar uma atitude. Não sabemos se estão dispostos a isso. Eles se revoltaram e tentaram reprimir sua ação.

Porém, Isadora agiu de maneira bastante madura. Ao invés de gritar, espernear e fazer ataques agressivos, ajudando a depredar ainda mais a escola, simplesmente apontou o que não estava bom. Por exemplo, no primeiro bimestre ela não teve nota de inglês por falta de professor e colocou isso em sua página. Também não se esqueceu de mostrar as conquistas.

Mas o mais interessante é não ter colocado os alunos na situação de vítima. Pelo contrário, responsabilizou-os pelos danos físicos encontrados no prédio. O que tem grande chance de mobilizá-los para que hajam de maneira diferente. Surte mais efeito a crítica de um adolescente para outro, do que aquela feita por uma figura de autoridade. Principalmente nessa fase, em que a oposição dá o tom ao comportamento dos jovens.

Além do mais, usou de um recurso típico deles, uma rede social. Não houve decretos e reuniões enfadonhas a respeito do assunto. Usando uma linguagem ágil, chamou a todos para o que estava acontecendo.

Fica a dica para as escolas como sendo um modo de mobilização para a resolução de seus problemas – desde que, é claro, queiram vê-los e resolvê-los. Quando os alunos trazem os problemas e são convocados a ajudarem, participando ativamente, as coisas podem dar certo. Estimula-se, neles, o desenvolvimento da responsabilidade e do compromisso com o mundo.

É preciso, no entanto, o envolvimento das autoridades. Elas precisam tomar a frente. No caso da escola de Isadora, que não passe apenas de um fogo de palha devido à repercussão que seu diário de classe alcançou.

Fonte: Ana Cássia Maturano (g1.globo.com)


Sindicato de professores mantém a greve nas universidades federais

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino (Andes) divulgou nesta segunda-feira (10) um comunicado reforçando que a greve de professores das universidades federais continua, apesar de várias associações docentes terem anunciado a saída do movimento. A greve começou no dia 17 de maio, chegou a ter adesão em 57 das 59 instituições, mas agora em menos da metade (23 instituições) os professores mantêm a paralisação sem prazo para voltar ao trabalho.

Segundo o Andes, professores de 17 universidades federais votaram no final da semana passada pela continuidade da greve. Em outras seis, a greve também continua. Docentes de outras 13 instituições optaram pelo fim da paralisação. Outras nove já haviam saído do estado de greve. Além disso, em várias universidades ficou decidido manter a greve mas com indicativo de suspender o movimento no dia 17.

O Andes afirma que uma nova rodada de assembleias será realizada até quinta-feira (13) para definir se o movimento pela paralisação continua e quais estratégias os professores vão adotar para tentar reabrir as negociações com o governo. O sindicato diz que o movimento vai "intensificar as ações juntos ao executivo e legislativo, em nível local e nacional".

Segundo nota do Ministério da Educação, até a próxima segunda-feira (17) as aulas serão retomadas na Unifesp, UFJF, Ufla, UFRB, UFBA, Unifap, UFMA, UFGD, UFTM, Ufersa, UFSM, UFS, UFCG, Unirio, UFPE, Ufra, UFT e UFAC. Em outras universidades que saíram da greve, como a UFPE, UFRJ e UFMG, ainda não foi definida a data de retomadas das aulas.


Negociações encerradas
O Ministério da Educação diz que as negociações com os professores estão encerradas desde 3 de agosto, quando a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) assinou o acordo com o governo. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, quer a reposição integral das aulas interrompidas pela greve dos professores nas instituições federais de ensino superior.


No dia 23 de agosto, o Andes protocolou uma contraproposta ao governo federal sobre a reestruturação da carreira docente. No documento, o Andes afirma que aceita o piso salarial proposto pelo Ministério do Planejamento de R$ 2.018,77 para professores em início de carreira e regime de trabalho de 20 horas semanais e reduz de 5% para 4% os degraus entre níveis remuneratórios

Pela contraproposta do sindicato, o reajuste seria maior que o proposto pelo governo para professores em regime de 40 horas semanais, mas o teto salarial do professor com doutorado e regime de 20 horas semanais ou dedicação exclusiva com a universidade seria apenas um pouco mais alto (veja tabela ao lado).

O Andes considera ainda uma estrutura da carreira com 13 níveis, enquanto a proposta final do governo divide os níveis em cinco classes, incluindo a de professor titular, onde só existe um nível. O MEC afirmou que a proposta feita pelo Andes "defende um investimento superior a R$ 10 bilhões e o fim da titulação como critério de progressão". O acordo do governo com o Proifes, segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, tem impacto de R$ 4,3 bilhões.


Fonte: g1.globo.com

domingo, 9 de setembro de 2012

MEGA BAZAR



Nesse sábado (15/09) irá acontecer um MEGA bazar no Espaço Biblioteca Semear. Toda a renda arrecadada será utilizada para a manutenção da Biblioteca. 
As peças vendidas no bazar pertencem ao Brechó Zizylily. A variedade é enorme. Roupas femininas, masculinas e infantis, acessórios variados, calçados, artigos de decoração, entre outros! Os preços são acessíveis e saem muito em conta, levando em consideração as marcas da maioria das peças.
Teremos música, comidinhas deliciosas, entre outras coisas que deixarão nossa tarde muito agradável.