sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Criança ‘arteira’ precisa que suas qualidades sejam destacadas


Algumas crianças chegam ao consultório de psicologia devido a serem muito arteiras, com um longo histórico de traquinagens. Estão sempre no meio das confusões. Não obedecem em casa ou na escola. Às vezes, são confundidas como sendo hiperativas. As reclamações vêm de todos os lados. O último recurso é levá-las a algum lugar onde possam ser consertadas, como se tivessem um defeito.

Se as pessoas que lidam com elas têm essa visão, a das crianças não é nada diferente. Sentem realmente terem algo de errado. Dia desses, uma delas disse que não só ela deveria ir à sessão de psicologia, mas outras crianças de sua escola também – tinham um perfil parecido. Eram justamente aquelas com as quais se envolvia em encrencas.

Diz o ditado que um burro velhaco procura o outro. Não sei se são crianças velhacas ou do mal, como elas próprias dizem. O que dá para perceber é que são crianças que encontraram na insubordinação às regras um modo de serem. E assim são reconhecidas.

Dificilmente as pessoas lhes apontam as coisas positivas que fazem, assim como elas, que não conseguem enxergar em si algo nesse sentido. Por um motivo ou outro, essas crianças foram se construindo dessa maneira, onde a quebra de regras parece ser a regra para elas.

Se o meio não consegue reconhecê-las de outra forma, fica a dúvida de como isso tudo começou. O que se percebe é que elas não têm muita autoconfiança. O tempo todo parecem trazer o ambiente para ajudá-las em sua ação no mundo, lembrando-o do quanto são desajeitadas e incapazes. É o jeito que encontram de serem vistas.

O que gera uma interpretação atrapalhada – são vistas como aquelas que querem ser o centro de tudo, não importando como. Na verdade, estão apenas dizendo o quanto precisam do outro e de serem cuidadas. Que alguém lhes dê referências do modo de ser e agir.

Essas são, muitas vezes, encontradas no grupo de crianças com características semelhantes – ao se encaixarem nele, sentem-se aliviadas. Tanto é assim que tendem a justificar suas ações dizendo que foi porque o outro mandou.  Mais que se eximir da responsabilidade, o fato é que encontraram ali alguém que lhes direcione – no caso, um líder negativo.

E assim, vão construindo uma imagem para si e para o outro de alguém desajeitado e transgressor. Num sistema que vai se auto-alimentando – a ação da criança reforçando a imagem que os outros têm dela, que por sua vez fortalece a ação da criança. Afinal, não é isso que esperam dela?

Para que as coisas mudem, é preciso quebrar essa cadeia. Os adultos que cuidam dela precisam tomar as rédeas e esquecer as lições de moral. Sem questionar a importância delas, não é apenas disso que essas crianças precisam.

Elas necessitam serem vistas e reconhecidas em seus aspectos positivos também, o que as ajudará a se perceberem de outra forma e com possibilidade de serem diferentes. Às vezes, ficamos um tempo grande chamando a atenção do filho por algo que não está tão bom, que pouco sobra para os elogios.

Além disso, é preciso mostrar confiança na criança, de que ela é capaz de ser diferente. E que os pais e os professores estão juntos nessa empreitada. Só assim, ela conseguirá acreditar que é capaz de fazer coisas boas e ter firmeza para ser ela própria. Sem precisar que alguém lhe diga a todo momento como deve agir.

Fonte: Ana Cássia Maturano (g1.com.br)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Aumento do número de jovens que abandonam a escola preocupa MEC


O aumento do índice de jovens de 15 a 17 anos que abandonam a escola mostrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011, divulgada nesta sexta-feira (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), preocupa o Ministério da Educação. A pesquisa mostrou que 16,3% dos jovens desta faixa etária (1,7 milhão) estão fora da escola. Em 2009, índice era de 14,8%.

Segundo o estudo, o percentual de jovens de 15 a 17 anos frequentando a escola em 2011 foi de 83,7% da população nesta faixa etária. Dos 10,5 milhões de jovens desta idade, 8,8 milhões estão na escola, e 1,7 milhão, está fora. O número representa a metade do total de brasileiros de 4 a 17 anos fora da escola, que é de 3,5 milhões.

Ainda segundo o estudo, o abandono nesta faixa etária se mostrou maior no Sudeste (15,3%) e no Sul (17,8%).

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, diz que o governo tem tomado medidas para procurar reter o jovem na escola, principalmente nesta idade onde é esperado que ele esteja cursando o ensino médio. Ele afirma que é preciso que os adolescentes e suas famílias saibam que sair da escola para começar a trabalhar pode não ser compensador. "Nem sempre o caminho mais curto é o melhor", avalia Mercadante. "Quem estuda vai poder escolher o que vai fazer. Quem não estuda, acaba sendo escolhido. Ou não."


Entre as medidas que o governo aponta como possibilidades para reter os jovens nos estudos estão a ampliação do Programa Bolsa Família para quem tem filhos até 17 anos (o dinheiro só é enviado se o filho estiver na escola); ações educativas para reduzir a gravidez na adolescência (a quantidade de mulheres de 15 a 17 com filhos nascidos vivos ampliou de 283 mil em 2009 para 307 mil em 2011); promoção do ensino técnico profissionalizante; e uma reavaliação da estrutura curricular do ensino médio.

Além disso, a nova lei de cotas, que vai garantir 50% das vagas das universidades federais para alunos da rede pública será outro atrativo para os jovens, segundo Mercadante.

Mercadante aponta que o estudante encontra dois momentos difíceis em sua trajetória escolar. O primeiro é no 6º ano (antiga 5ª série), quando deixa de ter aulas com apenas um professor e passa a ser atendido por oito professores de disciplinas distintas. O segundo é quando sai do ensino fundamental e vai para o ensino médio, podendo ter até 19 disciplinas para estudar durante três anos de ciclo.

"O ensino médio é uma estrutura enciclopédica que precisa ser reavaliada. Vamos promover o ensino médio inovador com a integração das disciplinas que compõem o Enem, português, matemática, ciências humanas e ciências da natureza. Temos de tornar a escola mais atraente no ensino médio e dimunuir a repetência." O ministro destacou ainda que nos últimos anos tem diminuído o número de estudantes que têm aulas à noite. "Estudando durante o dia eles aprendem mais."

Queda do analfabetismo

O ministro considerou positivos os números referente à educação brasileira mostrados pela pesquisa principalmente em relação à queda da taxa de analfabetismo (em 2011, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade, no Brasil, foi estimada em 8,6%; em 2009, a taxa era de 9,7%), e ao número de matrículas no início da educação básica.
Mercadante acredita que o país vai conseguir cumprir a meta estabelecida de chegar em 2015 com o índice na faixa de 6,7% de analfabetos.

Fonte:  Paulo Guilherme, do G1, em São Paulo

domingo, 23 de setembro de 2012

Paula Felix




Convidamos para um evento musical imperdível!

29 de set - Sábado - 19h

A grande cantora Paula Felix vem compartilhar conosco o melhor da bossa e do samba. Simplesmente                                lindo!

ENTRADA FRANCA | "Porque acesso é tão importante quanto criação"
*Doação de livros como parte do nosso projeto de incentivo à leitura.

Esperamos por você! Até!