quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Curiosidade!

Estava lendo algumas matérias na internet, e me deparo com essa, que me fez lembrar a palestra de História da Arte que aconteceu na Biblioteca Semear, onde se falou um pouco sobre Arqueologia.




Arqueólogos descobrem que homem já fazia queijo há 7500 anos

Restos de leite e gordura em peneiras de cerâmica mostram que homem do período Neolítico já havia aprendido a variar sua dieta

Rio -  Arqueólogos ingleses anunciaram nesta quarta-feira terem descoberto provas em peneiras de cerâmica pré-históricos que indicam que o homem aprendeu a produzir queijo a partir do leite na Europa há pelo 7500 anos.

O grupo, liderado por Richard Evershed, da Universidade de Bristol, realizou uma análise química de fragmentos de cerâmica encontrados em um sítio arqueológico na Polônia, para determinar sua finalidade: produção de queijo, cerveja ou armazenamento de mel.


cientistas encontraram uma quantidade grande de gordura de leite nos potes, em comparação com outros artefatos que eram usados para cozinhar ou guardar alimentos. Isso mostra que as peneiras eram usadas com a finalidade específica de separar soro de coalho, num processo rudimentar para fazer queijo.

"É uma prova muito forte que se trata de queijo," afirmou Evershed. "Não existem muitos outros processos latícinios que usem peneiras", continuou. Ele afirmou não saber ao certo qual o tipo de leite usado, mas existem muitos ossos de gado na região. O estudo foi publicado na edição desta semana do periódico científico Nature.

"Não é possível que os resíduos sejam de outra coisa que não queijo," disse Paul Kindstedt, professor de Nutrição na Universidade de Vermont, que não esteve envolvido na pesquisa. Kindstedt disse que vários especialistas acreditavam que já se produzia queijo na Turquia há dois mil anos, mas não havia ainda provas concretas disso.

A descoberta marca um desenvolvimento importante para os povos do Neolítico, porque a capacidade de transformar leite perecível em uma forma que fornece calorias, proteínas e minerais por mais tempo tornou-se uma vantagem estratégica. Naquele período, a população adulta era em sua maioria intolerante a lactose, então um produto com menos lactose, como o queijo, permitia que todos digerissem os nutrientes do leite.

Kindsted disse que este primeiro queijo deve ter sido similar ao cottage e ricota, e que devem ter sido consumidos logo após sua produção, ou guardados em potes na terra por meses, para os meses de inverno. O queijo também deve ter ajudado a variar a dieta neolítica.

A comida do período era extremamente insípida e monótona, segundo Kindstedt, já que os fazendeiros pré-históricos comiam basicamente mingau de cereais. Após ficarem enterrados por meses, os queijos não estragavam mais, mas seu gosto deve ter sido bem forte. "Não seria do gosto de todos atualmente," afirmou Kindstedt. "Mas eu adoraria provar um deles".


As informações são do IG

História da Arte

Já viram as fotos da palestra sobre História da Arte que aconteceu na Biblioteca Semear? Vejam aqui!

Uma pirueta, duas piruetas, BRAVO, BRAVO!!!



A oficina de malabares e slackline ministrada pelos queridos Jorge Lira e Daniel Shimada, foi um verdadeiro sucesso entre a criançada, e até os adultos entraram no clima!
Confira as fotos no nosso face, ou aqui no blog!

Capes regulamenta valor de bolsas no exterior para alunos e professores


A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) regulamentou, nesta terça-feira (11), os valores das bolsas de estudo e de auxílio aos estudantes, pesquisadores e professores participantes dos programas e ações da Capes fora do Brasil. Em portaria publicada na edição desta terça do "Diário Oficial da União", a coordenação definiu valores das bolsas de estudo, de auxílio de instalação e compra de material, além do seguro de saúde e benefícios adicionais como, por exemplo, para bolsistas com dependentes ou que serão alocados em cidades consideradas de alto custo.

As mudanças se aplicam a bolsistas de programas de capacitação, graduação, mestrado, doutorado, professores e pesquisadores visitantes --tanto brasileiros no exterior quanto estrangeiros no Brasil--, jovens talentos e cátedras, incluindo o programa Ciência sem Fronteiras, em que estudantes matriculados em instituições de ensino superior brasileiras cursam parte da graduação em universidades estrangeiras.


Os valores das mensalidades de brasileiros no exterior variam entre US$ 870 (cerca de R$ 1.700, para estudantes de graduação do Ciência sem Fronteiras) e US$ 5 mil (cerca de R$ 10 mil, para professores de Cátedra). Já para os estrangeiros no Brasil, o valor da bolsa da Capes vai de R$ 830 (para estudantes cursando a graduação) a R$ 24 mil (caso dos professores da Escola de Altos Estudos).

Na maioria dos casos, os valores são equivalentes, ou seja, um estudante do Ciência sem Fronteiras nos Estados Unidos recebe mensalidade de US$ 870, e um aluno do mesmo programa em um país europeu recebe € 870. O custo do seguro saúde, porém, é o mesmo para todas as modalidades (com exceção dos pesquisadores visitantes no Brasil, que não recebem o benefício): 90 dólares, euros ou libras esterlinas, valor convertido para o equivalente em dólar canadense, dólar australiano e iene.

Prazos definidos em edital

A portaria define que os valores das bolsas e auxílios, além dos prazos de vigência de cada bolsa, serão definidos nos editais específicos de cada modalidade.

Porém, o documento fixa que os valores para bolsistas com países da Comunidade Europeia, África e o Timor Leste como destino deverão ser pagos em euros. Quem participar dos programas da Diretoria de Relações Internacionais da Capes na Grã-Bretanha e na Irlanda do Norte receberá a bolsa em libras esterlinas, e quem for para o Canadá, a Austrália e o Japão também receberão os valores na moeda local.
De acordo com a portaria, "é vedado ao beneficiário o acúmulo do auxílio concedido pela Capes com as bolsas oferecidas por outras agências de fomento públicas nacionais".

Fonte:  g1.com.br

domingo, 4 de novembro de 2012

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sábado, 3 de novembro de 2012

'Chutei todas as questões', diz 1ª aluna a deixar a prova do Enem no Rio



Os primeiros candidatos a deixar a prova do Enem, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), na Zona Norte, na tarde deste sábado (3), classificaram a prova como difícil. A candidata ao curso de contabilidade, Andressa da Silva, de 18 anos, confessou que "chutou todas as questões". 
Ela justificou que estava cansada, já que passou a noite anterior em uma festa na quadra da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro. A saída dos estudantes foi liberada a partir das 15h. O primeiro dia de provas termina às 17h30.





Amanda Igreja disse que ficou nervosa e por issochutou todas as questões (Foto: Renata Soares/G1


Andressa disse que passou a noite anterior nosamba (Foto: Renata Soares/G1)


"Estou pernoitada porque estava no Salgueiro e ainda tenho que trabalhar hoje. Estou bem cansada. Chutei todas as questões", disse a jovem.

A estudante Amanda Igreja, 17 anos, também foi uma das primeiras a sair. Ela contou que estava nervosa, por isso, acredita que não conseguiu fazer uma boa prova.
“Não li a prova direito e não respondi direito. Chutei quase todas “, contou a jovem.

Jovem tenta pular o portão
Cinco minutos após o início da prova, Amanda Freitas, de 18 anos, tentou pular os portões da Uerj. Desesperada por perder o exame, ela foi contida por seguranças que fecharam os portões pontualmente às 13h.
Aluna tentou pular o portão após chegar atrasada no Enem (Foto: Alexandre Durão/G1)


"Eu moro aqui pertinho, na Tijuca, achei que o trânsito estava ótimo, mas acabei me dando mal. Estou triste e decepcionada também. Quero prestar vestibular para odontologia e agora sem o Enem tudo vai ficar mais complicado. Mas os seguranças estão certos em não me deixar entrar, afinal, tinha horário estipulado", disse a jovem.

Antecedência
Primeiro a chegar à Uerj, por volta das 10h20, o estudante da Faetec da unidade de Marechal Hermes, no subúrbio, Adriano Custódio de Oliveira Júnior, de 17 anos, relatou que apesar de morar próximo ao local onde a prova será realizada, ele achou melhor chegar com antecedência.

"Por causa do trânsito, fico com medo de chegar atrasado e por isso acabei saindo cedo de casa. Mas foi bom, porque essa espera do lado de fora, me deixa menos ansioso. Estudei o suficiente e acredito que vai dar tudo certo", contou o estudante, que estava acompanhado do pai, o aposentado Adriano Custódio, de 69 anos:

"Meu pai sempre me apoiou em todas as minhas escolhas. Essa é só uma das primeiras de muitas que vou ter que tomar durante a minha vida. Hoje, apesar da confiança, confesso que estou com medo da prova de química, por isso, prefiro nem pensar nisso para não ficar tenso", contou Adriano, que pretende prestar vestibular para engenharia mecânica.

Provas sábado e domingo
Neste sábado, serão 90 questões, que devem ser resolvidas em até quatro horas e meia. No domingo, mais 90 questões e a redação, que devem ser feitas no prazo máximo de cinco horas e meia.

Para não perder pontos, é importante distribuir bem esse tempo. “É uma prova que é um jogo de estratégia. O aluno tem que lembrar que ele tem 3 minutos pra cada questão. e ele não pode perder 4, 5 minutos nas primeiras, porque ele perde muito tempo e depois ele tem que chutar as questões”, explica o professor Renato Pelizzari.

Estudante chega correndo ao local de prova pouco antes do fechamento dos portões da Uerj(Foto: Alexandre Durão/G1)

Fonte: www.g1.globo.com


terça-feira, 30 de outubro de 2012

DICA DA SEMANA!!!

Livro: Incarceron (#01)
Série: Incarceron
Autor: Chaterine Fisher



Imagine uma prisão tão grande e tão vasta, a ponto de conter corredores e florestas, cidades e mares. Imagine um prisioneiro sem memória, que acredita firmemente ter nascido no Exterior, mesmo que a prisão esteja selada há séculos e que apenas um homem, em cuja história se misturam realidade e lenda, tenha dela conseguido escapar. Agora, imagine uma garota vivendo em um palácio do século XVII movido por computadores, onde o tempo parece ter sido esquecido. Filha do Guardião, está condenada a aceitar um casamento arranjado, cujos segredos a aprisionam em uma rede de conspirações e assassinatos, da qual ela deseja desesperadamente fugir. Um está dentro. A outra, fora. Entretanto, os dois estão aprisionados. Conseguirão enfim se encontrar? Parte fantasia, parte distopia, Incarceron reserva ao leitor a emocionante aventura de Finn e Claudia, dois jovens que desejam, a qualquer custo, destruir a barreira que os separa da liberdade.

Fonte:  livrosemserie.com.br

Saiba quais são as funções do Enem além de selecionar para universidade

Nem só os estudantes interessados nas vagas das universidades públicas vão encarar a maratona de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos próximos dias 3 e 4 de novembro. Além de ter substituído o vestibular em muitas instituições brasileiras e se tornado um dos principais canais de acesso às federais por meio do Sistema de Seleção Unificado (Sisu), o Enem é imprescindível para os estudantes das instituições particulares que necessitam de bolsa de estudo ou financiamento, por meio do Prouni e do Fies. Sem ele, não é possível solicitar os benefícios junto ao governo federal.


O exame também é procurado pelas pessoas que não concluíram o estudos e buscam a certificação do ensino médio, e ainda, para os estudantes que querem participar do Programa Ciência sem Fronteiras, que possibilita fazer parte da graduação ou pós fora do Brasil.
Apesar de uma série de falhas marcarem o histórico do exame, o número de inscritos cresce a cada ano. Em 2012, o Ministério da Educação registrou a marca de 5,7 milhões de inscrições. No ano passado, foram 5,3 candidatos inscritos.

Confira quais as outras funções do exame:
- Seleção para universidades
As notas do Enem são usadas para selecionar os candidatos para as vagas em universidades federais e outras instituições de ensino. As universidades podem usar o Enem como único método de seleção, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), ou fazer uma combinação entre as notas do Enem e seu vestibular próprio. Mais de 70 instituições vão usar, de alguma forma, as notas do Enem: UFAC, UFAL, Uncisal, UEAP, Unifap, Ufam, Uesb, Uesc, UFBA, UFRB, Uneb, Univasf-BA, UFC, Unifor, Unilab, UnB, Ufes, UFG, UFMA, UFMT, UFMS, UEMS, UFJF, UFSJ, UFTM, Ufop, UFMG, UFU, UFV, UFVJM, Unifal, Unifei, Ufopa, UFPA, UEPB, UFCG, UFPB, UFPR, UEL, UEPG, Unicentro-PR, Unila, UTFPR, UFPE, UFRPE, Univasf-PE, UFPE, Univasf-PI, UFF, UFRJ, Unirio, UFRRJ, UFRN, Uern, Ufersa, Furg, Uergs, UFCSPA, UFFS, UFPel, UFRGS, UFSM, Unipampa, UFRR, Unir, UFFS-SC, Uesc, UFABC, Unifesp, Unesp, UFScar, Unicamp, USCS, UFS, UFT.

- Programa Universidade para Todos (Prouni)
Para disputar uma bolsa de estudos do Prouni, que varia de 50% a 100% do curso de uma instituição de ensino superior privada, o candidato precisa ter obtido nota mínima de 400 pontos no Enem, entre outros requisitos.
Desde 2004, quando foi criado, o Prouni já ofereceu mais de 1 milhão de bolsas de estudo em cursos de graduação e sequenciais de formação específica.

- Financiamento estudantil (Fies)
Estudantes que concluíram o ensino médio a partir de 2010 e queriam solicitar o Fies devem ter feito Enem, caso contrário, não poderão solicitar o benefício. Não há nota mínima obrigatória. Estão isentos desta exigência os professores da rede pública de ensino.
Pelo Fies é possível financiar os cursos de graduação bem avaliados junto ao MEC. A taxa de juros é de 3,4% ao ano para todos os cursos. Ele pode ser solicitado pelo estudante em qualquer etapa do curso e em qualquer mês.
Até o dia 10 de outubro deste ano, foram firmados 338.547 contratos do Fies.

- Ciência sem Fronteiras
O Enem é usado na fase classificatória do programa que prevê oferecer 101 mil bolsas de estudo para intercâmbios no exterior destinado a alunos de graduação e pós. Quando, em determinada chamada, o número de vagas ofertadas for menor que a demanda qualificada, só terá direito a vaga os candidatos que alcançaram a média mínima de 600 pontos no Enem, a partir de 2009, e possuírem bom aproveitamento acadêmico.
O Ciência sem Fronteiras já concedeu, aproximadamente, 17 mil bolsas de estudos no período de julho de 2011 a setembro de 2012.

- Certificação do ensino médio
Quem tem no mínimo 18 anos e não concluiu o ensino médio pode conseguir a certificação por meio do Enem. Neste ano, a pontuação mínima necessária subiu de 400 para 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento e 500 pontos na redação.
Em 2009, o número de candidatos que solicitou a certificação do ensino médio foi 197.991; em 2010, foram 539.216 pessoas. No ano passado, foram registradas 545.798 inscrições de candidatos em busca da certificação. Em 2012, estão inscritas 638.176 pessoas para tirar o certificado de conclusão do ensino médio pelo Enem.


As provas
O exame tem quatro provas objetivas, cada uma com 45 questões de múltipla escolha e uma redação. As provas vão tratar de quatro áreas de conhecimento do ensino médio. O candidato deverá usar somente caneta com tinta esferográfica preta e feita com material transparente.

As provas terão início às 13h (horário de Brasília). No dia 3 de novembro, os candidatos farão as provas de ciências humanas e suas tecnologias e de ciências da natureza e suas tecnologias, até as 17h30. No dia 4 serão realizadas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e matemática e suas tecnologias, que terminarão às 18h30. O candidato só pode entregar o gabarito e deixar a sala após duas horas de prova. Para levar o caderno de questões, é necessário esperar na sala até que faltem 30 minutos para o fim da prova.

O Inep recomenda que os candidatos cheguem ao local de prova ao meio-dia (horário de Brasília). É obrigatória a apresentação de documento de identificação original com foto para a realização das provas. Quem não tiver o documento deverá apresentar boletim de ocorrência emitido no máximo 90 dias antes da data da prova e se submeter a uma identificação especial e preenchimento de formulário próprio.


Fonte: www.g1.globo.com

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

CINE ILHA!!!



Convite imperdível para o próximo sábado 27 de outubro!
CINE Ilha: Cinema e Literatura 
18h | Sessão infantil
20h | Sessão adulto
Após as sessões, debate com Sonia Violeta Rodrigues Müller e Márcio Leandro Oliveira 
Na Biblioteca Comunitária Semear, Ilha Primeira, Barra da Tijuca, RJ 
Vai ficar fora dessa?!?

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Veja como os pais podem ajudar para que o filho não repita de ano


O ano letivo está em sua reta final. Os alunos têm demonstrado claros sinais de cansaço.  Alguns estão contando os dias para as férias. Outros contam as notas para ver o que precisam tirar para, quem sabe, irem para a recuperação final.

Repetir a série é sempre um drama na vida de qualquer estudante. Para os que correm esse risco, lutar até o fim é boa opção. Uma ajuda externa se faz necessária, pois, se até agora não deu conta do recado, nesse momento em que as coisas apertam, ele terá menos chance de conseguir sozinho. Para isso, o envolvimento da família é fundamental. Os próprios pais podem ajudar estudando com o filho. Muitos não sabem como fazê-lo e precisam de alguém que lhes guie.

Aqueles que acompanharam as lições e provas têm consciência das necessidades da criança ou adolescente. Um bom começo, porém, é verificar as provas anteriores de modo a detectar onde se encontram as dificuldades. Às vezes, a nota baixa se deve, por exemplo, à falta de atenção na leitura do que é pedido. Ao identificarem o ponto nevrálgico, os próprios pais podem propor algum exercício específico para saná-lo. Para os que não sabem por onde começar, aqui vão algumas dicas que podem ser úteis.

A primeira delas é criar um clima tranquilo, onde os pais demonstrem confiança e companheirismo. Caso fiquem muito estressados, vale a pena terceirizar o suporte, como contratar um professor particular.

Para o estudo da matemática é necessário que os exercícios sejam refeitos – muitos de cada tipo. Não basta apenas entender a operação, é necessário que seja fixada na memória (sem a memória não há aprendizagem). É preciso sempre fazer a correção e verificar o porquê do erro. Só assim o estudante terá consciência de onde se atrapalha e de como o exercício deve ser feito, o que pode precisar de uma explicação extra. A memorização da tabuada é de grande ajuda, facilita na hora de fazer os cálculos.

Essa maneira de estudar também vale para a química e a física. Lembrando que, no caso dessas matérias, existe uma parte teórica importante que dá sentido aos exercícios, sendo necessário que ela seja bem compreendida por meio da leitura.

A leitura compreensiva é ferramenta essencial para ciências, história e geografia (na verdade, para todas as matérias). O primeiro passo para estudá-las é ler e compreender o texto. Os pais podem dar o exemplo de como ler, mas muitos não sabem. Leem e não compreendem por fazerem uma leitura monótona. A entonação é importante para ajudar na compreensão. Após entender do que se trata, vale repetir a leitura do texto e depois tentar dizer com suas palavras o que lembra, repetindo a operação até que tenha domínio das informações. É necessário que sejam feitas perguntas à criança de modo que ela elabore as respostas.

Alguns tópicos dessas disciplinas precisam ser memorizados (não decorados), como é o caso, por exemplo, das células e suas funções.

Para o português, pensando na gramática, as regras devem ser estudadas e os adultos podem explicá-las. Às vezes, fazer isso de um modo mais simples facilita a compreensão. Ter em mãos uma boa gramática de linguagem simples é de grande utilidade. É preciso entender as regras, fixá-las e fazer exercícios para poder aplicar o que entendeu. Como na matemática, aquilo que errou deve ser compreendido e refeito.

Estudar muito é preciso. As escolas estão cada vez mais puxadas. Caso o resultado não for positivo, a hora é de encarar outra etapa e repensar algumas coisas sobre a escolaridade da criança. Mas isso é assunto para outro dia.

Fonte: www.g1.globo.com (Ana Cássia Maturano) 

Ministro da educação visita escola estadual na Grande Florianópolis


Na manhã desta quinta-feira (18) o ministro Aloizio Mercadante visitou a escola Altamiro Guimarães, em Antônio Carlos. Os alunos do ensino fundamental da escola estadual obtiveram a nota de 7,4 no Indice de Desenvolvimento de Educação Básica, o IDEB. O objetivo da visita foi observar o que é feito na escola e pode ser aplicado no ensino médio.

A visita fez parte da abertura da III Reunião Ordinária de 2012, do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). O encontro ocorre até sexta-feira, 19, e encerra com a apresentação do Programa da Educação Prisional. O debate principal deste encontro é a reforma do ensino médio público.


Na proposta preliminar do diagnóstico, os secretários de Educação defendem a reformulação do Ensino Médio, a educação integral e de tempo integral, formação de professores, valorização do Magistério, avaliação, infraestrutura e programas como Ensino Médio integrado à Educação Profissional, Jovens do Futuro, Ensino Médio Inovador e noturno e Educação de Jovens e Adultos.

O ministro explicou que o Governo Federal está apoiando várias iniciativas dos estados para fortalecer o Ensino Médio. “Temos um grande desafio nessa discussão. Nosso papel é estarmos juntos para a solução dos problemas”, ressaltou. Mercadante destacou ainda a importância de uma reestruturação do currículo para o ensino médio, que deve atender as novas demandas da sociedade.

Em relação ao ensino integral, o ministro observou que ainda falta estabelecer um padrão para a construção das escolas. “Se conseguirmos um plano comum será mais fácil. Existem vários projetos arquitetônicos, com parâmetros de recursos já definidos. “Em países desenvolvidos, a qualidade do ensino médio está atrelada às escolas de tempo integral”, afirmou ao citar que a iniciativa é prioridade do governo.


Fonte: www.g1.globo.com (Luíza Fregapani e João Salgado)

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Oficina de horta orgânica vertical e troca de mudas e sementes!



Você gosta de se alimentar bem? Ou melhor... gosta de cultivar seu próprio alimento?
Muitas pessoas tentam seguir alguns passos simples para levar uma vida saudável, mas muitas vezes se deparam com alguns empecilhos. Um deles, por exemplo, é a falta de espaço para esse cultivo...
Como plantar seu próprio alimento dentro do seu apartamento? Como reaproveitar, dentro de casa, os restos de alimentos?
Se você tem dúvidas como essas, não se preocupe! Dia 20 de outubro, às 16h vai acontecer na Biblioteca Comunitária Semear, uma oficina de horta orgânica e troca de mudas e sementes! Você vai poder aprender técnicas de preparo, manutenção e manejo de uma horta orgânica, composteira e minhocário.
Além disso, vai aprender como reforçar seu cardápio saudável, de uma maneira econômica e prática!
Não perca! É esse sábado, e como sempre, a ENTRADA É FRANCA!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Espaço Semearzinho!


       No próximo sábado, dia 13 e outubro, a Biblioteca Semear vai ser só alegria!
       Teremos varias atrações para a criançada. Desenho, pintura, teatro, rodas de leitura vão tomar  
       conta do nosso quintal, tornando a tarde de mais um sábado agradável e totalmente educativa!
       Traga seu filho para se divertir e aprender com as nossas atividades!


sábado, 6 de outubro de 2012

Vestibulares das federais já têm que incluir a lei das cotas, diz Mercadante


O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou nesta sexta (5) que as universidades  federais que já lançaram editais para os vestibulares terão que se adequar à lei das cotas que destina um percentual das vagas nestas instituições para estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas. Pela lei, 12,5% das vagas já têm de ser reservadas para estudantes que fizeram todo o ensino médio em colégio público para o início de 2013.

Segundo o ministro, não haverá prorrogação de prazo para essa adequação. "Lançar edital é uma coisa, fazer o vestibular é outra. Até lá elas terão que se adequar", disse Mercadante. "Todas as universidades terão que obedecer a lei", afirmou. "Não existe a possibilidade de não adotar o que a lei manda." O ministro estimou que até a próxima semana o decreto que regulamenta a lei das cotas será publicado.


As universidades e institutos federais terão quatro anos para implantar progressivamente o percentual de reserva de vagas estabelecido pela lei, mesmo que já estejam adotando algum tipo de sistema de cotas na seleção. Atualmente, não existe cota social em 27 das 59 universidades federais. Além disso, apenas 25 delas possuem reserva de vagas ou sistema de bonificação para estudantes negros, pardos e indígenas.

De acordo com a lei, metade das vagas oferecidas serão de ampla concorrência, já a outra metade será reservada por critério de cor, rede de ensino e renda familiar.

A cota de 50% só deverá ser implantada por todas as universidades e institutos federais no segundo semestre de 2016. No entanto, a lei exige que, até lá, as instituições apliquem pelo menos 25% da reserva de vagas prevista no texto a cada ano. Isso significa que, a partir de 2013, uma instituição com 1.000 vagas abertas deverá reservar 12,5% delas para estudantes de escolas públicas, sendo que 7,25% das vagas serão para estudantes de escola pública com renda familiar de até 1,5 salário mínimo per capita e uma porcentagem definida pelo Censo do IBGE para estudantes de escola pública que se autodeclarem pretos, pardos ou indígenas.


Adequação

Algumas universidades já se adequaram à lei das cotas. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vai obedecer ao previsto em lei. A Universidade de Brasília (Unb) informou nesta sexta-feira (4) que suspendeu nesta sexta-feira (5) as inscrições para o 1º vestibular de 2013 e para a 3ª etapa do Programa de Avaliação Seriada (PAS).


Por meio de nota, a UnB informou que a decisão foi tomada para evitar que aumente o número de candidatos inscritos que precisarão refazer o processo de inscrição quando o Ministério da Educação publicar decreto regulamentando a Lei de Cotas.

De acordo com a universidade, as inscrições serão reabertas em data ainda não definida, e o edital será republicado com a inclusão das determinações da nova legislação.

A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) explica que o percentual de reserva de vagas já adotado pela Ufes varia de 40% a 50%, dependendo do curso, o que será mantido para 2013. Porém, dentro deste quantitativo, ainda serão aplicadas as regras da nova lei, que determina a reserva para negros, pardos e indígenas.

Em Pernambuco, as datas da segunda fase do vestibular da UFPE foram canceladas até que a regulamentação da lei das cotas seja publicada.

A maior resistência à lei vem da Universidade Federal Fluminense (UFF). Em entrevista ao jornal "O Globo", o reitor da UFF, Roberto Salles, questiona com veemência a forma como a regra pode ser implantada e diz que a universidade não vai se adequar à lei no vestibular de fim de ano.

"Não tem como, por uma questão de tempo. A prova do Enem já é no começo de novembro. Sequer houve discussão interna. Vamos nos preparar direito e estudar para não fazer uma coisa de maneira atabalhoada", afirmou. "Ninguém pode nos obrigar a simplesmente aplicar o que está escrito na lei. Se quisessem pressa, deveriam ter aprovado isso lá no começo do ano.


Fonte: g1.globo.com



Dica da semana!

A dica da semana veio recheada dessa vez. Trouxemos pra vocês, três dicas de laçamentos da editora Rocco para esse mês de Outubro.


 Livro: Gata Branca (#01)

 Série: Mestres da Maldição

 Autora: Holly Black







Primeiro de uma série, Gata branca é um romance de fantasia urbano com toques de ficção científica. O protagonista é o jovem Cassel, que vem de uma família de Mestres da Maldição, pessoas com o poder de mudar suas emoções, suas memórias e sua sorte com um simples toque. Sem o gesto mágico, porém, Cassel se sente um estranho entre os seus, nesta fascinante trama que mistura magia, crimes e relações familiares.





Livro: O mago 

                              Série: Os Segredos de Nicolau Flamel
                                                     
                                                      Autor: Michael Scott








Aventura e, claro, muita magia esperam os leitores na aguardada continuação de O alquimista, do irlandês Michael Scott. Em O mago, Sophie e Josh Newman chegam a Paris, terra de Nicolau Flamel, e descobrem que o autor e famoso colecionador de arte Maquiavel trabalha para o maléfico Dr. John Dee. Numa eletrizante corrida contra o tempo, os irmãos enfrentam toda sorte de armadilhas para impedir que John Dee alcance seu objetivo.









Livro: Espinho de ferro

Série: O código de ferro

Autor: Caitlin Kittredge






Prestes a completar 16 anos, Aoife Grayson sabe que seu tempo está se esgotando. Afinal, em sua família, todos enlouqueceram nessa idade, incluindo sua mãe e seu irmão mais velho, Conrad. Ao receber uma misteriosa carta, que reconhece ter sido escrita por ele, a menina decide lutar contra sua estranha herança familiar. Indicado ao título de melhor livro do ano pelo site americano GoodReads, Espinho de ferro é o primeiro volume da trilogia O Código de Ferro.




Fonte: livrosemserie.com.br (Postado por: Bru 'Duda')


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O Brechó Zizylily está com preços incríveis!

Lá você pode encontrar peças super descoladas, que variam de roupas e acessórios, até artigos de decoração. Marcas variadas e algumas confecções  do próprio ateliê Zizylily!

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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Brincando com Ciência




Galerinha!
Dia 6 de outubro, sábado agora, vai rolar no Espaço Biblioteca Comunitária Semear uma atividade interessantíssima, voltada para o público infantil.
O "Brincando com Ciência" está na sua segunda edição, graças ao sucesso da primeira, onde vários pequenos cientistas compareceram à Biblioteca para aprender um pouquinho sobre Ciência.
Na tarde desse sábado, uma equipe de alunos da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) estará na Biblioteca, proporcionando o contato das crianças, com alguns tipos de experiências químicas simples e divertidas, desenvolvendo assim, o interesse da criançada pela Ciência!
A faixa etária vai de 4 à 14 anos, e a ENTRADA É FRANCA!

‘A nível de’ ou ‘em nível de’? Saiba qual é o correto e quando usar


A NÍVEL DE, EM NÍVEL DE ou AO NÍVEL DE?

1. INACEITÁVEL. O grande erro quanto ao uso da expressão “a nível de” é sua utilização em situações em que não há “níveis”: “A nível de proposta, o assunto deve ser mais discutido”; “A nível de sentimento, isso é irreversível”; “A nível de relatório, só devemos descrever o essencial”; “A nível de gramática, isso está errado”…

2. ACEITÁVEL. Podemos usar a expressão “em nível” sempre que houver “níveis”: “Esse problema só pode ser resolvido em nível de diretoria” (=a empresa deve ter outros níveis hierárquicos); “Isso só acontece em nível municipal” (=poderia ser em nível estadual ou federal).

A expressão “ao nível do mar” é perfeitamente aceitável.


2h OU 2hs? 1h30m OU 1h30min OU 1h30?

Observação do leitor: “Noto um grande erro no emprego das unidades e grandezas físicas. As unidades são normatizadas por organismos internacionais e obedecidas no Brasil por lei e também pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) nas suas edições de terminologia.”

Leitor tem razão. Vejamos alguns exemplos:

Velocidade = 90 km/h (noventa quilômetros por hora);

Comprimento ou distância = 1m (um metro); 2m (dois metros);

Tempo = 1h (uma hora); 2h (duas horas),

21h30min (vinte e uma horas e trinta minutos),

5h51min33seg (cinco horas, cinquenta e um minutos e trinta e três segundos);

Massa = 1g (um grama); 200g (duzentos gramas).


Contagem REGRESSIVA ou PROGRESSIVA?

Observação do leitor: “Apontando a arma para a nuca ou pescoço das vítimas, ele fazia contagem regressiva: 1, 2, 3, 4…”

Isso só comprova que há quem não saiba a diferença entre PROGREDIR e REGREDIR.

Ou, então, podemos concluir que é possível “progredir para trás” ou “regredir para frente”…

E agora, vamos começar uma contagem “progressiva”: 10, 9, 8, 7…

Não. Isso é contagem regressiva.


Reboliço ou rebuliço? Bucal ou bocal?

Depende.

Reboliço é “que tem forma de rebolo, que rebola”;

Rebuliço é “bagunça, grande barulho, agitação, desordem, confusão”;

Bucal é “relativo à boca” – “Ele está com problemas bucais (=na boca)”;

Bocal é “abertura de vaso, candeeiro, frasco, castiçal…” – “Pôs a lâmpada no bocal”.


Uso dos artigos antes dos TOPÔNIMOS

Pergunta de uma leitora: “Passamos por Botafogo ou pelo Botafogo? Estamos aqui nos referindo ao bairro, e não ao clube de futebol. Eu, por exemplo, acho que é por Botafogo. Mas, se isso estiver correto, por que passamos pelo Leblon? Como poderemos saber qual é a preposição certa? O que rege isso? Qual é a regra? Como poderemos saber se um bairro é masculino ou feminino?”

A dúvida não é quanto à preposição, e sim se devemos ou não usar artigo definido antes do nome dos bairros. Não há propriamente uma regra.

Aqui no Rio de Janeiro, por exemplo, nós dizemos:

Copacabana, Ipanema, Botafogo… = sem artigo;

a Tijuca, a Glória, a Barra… = com artigo feminino;

o Leblon, o Catete, o Méier… = com artigo masculino.

A dúvida permanece em nomes de cidades, estados, países…

Porto Alegre, São Paulo, Goiás, Portugal… = sem artigo;

a Bahia, a Paraíba, a Alemanha, a Inglaterra… = com artigo feminino;

o Recife, o Rio de Janeiro, o Irã, o Egito… = com artigo masculino.

Assim sendo, estamos corretíssimos quando “passamos por Botafogo ou pelo Leblon”.

Fonte: Sérgio Nogueira (g1.globo.com)

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Aconteceu...

Nesse ultimo sábado (29/09), aconteceu no Espaço Biblioteca Semear, um show maravilhoso da cantora Paula Felix.
Com uma voz que encantou a todos e um repertório escolhido a dedo, Paula esquentou a noite, que aparentava ser fria.
Demonstrando muita simpatia levou alguns instrumentos e deixou a disposição do publico, para que esse, se quisesse, pudesse participar do show. E além disso, abriu o microfone para quem estivesse afim de soltar a voz.

Confira as FOTOS do show!

domingo, 30 de setembro de 2012

Rede pública do Rio terá escolas bilíngues em francês, espanhol, inglês e chinês


De olho na Copa do Mundo de 2014, nas Olimpíadas de 2016 e nos investimentos estrangeiros que o Estado deverá receber nos próximos anos, a Secretaria Estadual de Educação do Rio planeja criar quatro escolas bilíngues na rede estadual, nos próximos anos. Cada escola será voltada para o ensino de um idioma específico: francês, espanhol, inglês e chinês (mandarim).

“As escolas devem estar preparadas para os eventos que o Rio de Janeiro receberá nos próximos anos. Nossos jovens têm o direito de conhecer outras culturas e de se expressar adequadamente também em outras línguas”, disse o secretário de Educação, Wilson Risolia.

Os projetos mais avançados são os das escolas especializadas em francês e mandarim. O convênio para a implantação da escola em língua francesa, que deverá funcionar a partir do segundo semestre de 2013, foi assinado há duas semanas entre o governo estadual o Consulado da França no Rio. O acordo prevê também a implantação de escola bilíngue na França, que vai promover a língua portuguesa.

O acordo para a escola bilíngue de mandarim foi assinado no último dia 25 em Pequim, entre o governo fluminense e a prefeitura da capital. Além da escola no Rio, haverá outra instituição português-mandarim em Pequim.

Em relação às demais escolas, a Secretaria Estadual de Educação ainda não tem detalhes sobre como será feito o ensino bilíngue, quem serão os professores ou onde ficará cada unidade.


Fonte:  Vitor Abdala, da Agência Brasil, no Rio (educacao.uol.com.br)

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Criança ‘arteira’ precisa que suas qualidades sejam destacadas


Algumas crianças chegam ao consultório de psicologia devido a serem muito arteiras, com um longo histórico de traquinagens. Estão sempre no meio das confusões. Não obedecem em casa ou na escola. Às vezes, são confundidas como sendo hiperativas. As reclamações vêm de todos os lados. O último recurso é levá-las a algum lugar onde possam ser consertadas, como se tivessem um defeito.

Se as pessoas que lidam com elas têm essa visão, a das crianças não é nada diferente. Sentem realmente terem algo de errado. Dia desses, uma delas disse que não só ela deveria ir à sessão de psicologia, mas outras crianças de sua escola também – tinham um perfil parecido. Eram justamente aquelas com as quais se envolvia em encrencas.

Diz o ditado que um burro velhaco procura o outro. Não sei se são crianças velhacas ou do mal, como elas próprias dizem. O que dá para perceber é que são crianças que encontraram na insubordinação às regras um modo de serem. E assim são reconhecidas.

Dificilmente as pessoas lhes apontam as coisas positivas que fazem, assim como elas, que não conseguem enxergar em si algo nesse sentido. Por um motivo ou outro, essas crianças foram se construindo dessa maneira, onde a quebra de regras parece ser a regra para elas.

Se o meio não consegue reconhecê-las de outra forma, fica a dúvida de como isso tudo começou. O que se percebe é que elas não têm muita autoconfiança. O tempo todo parecem trazer o ambiente para ajudá-las em sua ação no mundo, lembrando-o do quanto são desajeitadas e incapazes. É o jeito que encontram de serem vistas.

O que gera uma interpretação atrapalhada – são vistas como aquelas que querem ser o centro de tudo, não importando como. Na verdade, estão apenas dizendo o quanto precisam do outro e de serem cuidadas. Que alguém lhes dê referências do modo de ser e agir.

Essas são, muitas vezes, encontradas no grupo de crianças com características semelhantes – ao se encaixarem nele, sentem-se aliviadas. Tanto é assim que tendem a justificar suas ações dizendo que foi porque o outro mandou.  Mais que se eximir da responsabilidade, o fato é que encontraram ali alguém que lhes direcione – no caso, um líder negativo.

E assim, vão construindo uma imagem para si e para o outro de alguém desajeitado e transgressor. Num sistema que vai se auto-alimentando – a ação da criança reforçando a imagem que os outros têm dela, que por sua vez fortalece a ação da criança. Afinal, não é isso que esperam dela?

Para que as coisas mudem, é preciso quebrar essa cadeia. Os adultos que cuidam dela precisam tomar as rédeas e esquecer as lições de moral. Sem questionar a importância delas, não é apenas disso que essas crianças precisam.

Elas necessitam serem vistas e reconhecidas em seus aspectos positivos também, o que as ajudará a se perceberem de outra forma e com possibilidade de serem diferentes. Às vezes, ficamos um tempo grande chamando a atenção do filho por algo que não está tão bom, que pouco sobra para os elogios.

Além disso, é preciso mostrar confiança na criança, de que ela é capaz de ser diferente. E que os pais e os professores estão juntos nessa empreitada. Só assim, ela conseguirá acreditar que é capaz de fazer coisas boas e ter firmeza para ser ela própria. Sem precisar que alguém lhe diga a todo momento como deve agir.

Fonte: Ana Cássia Maturano (g1.com.br)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Aumento do número de jovens que abandonam a escola preocupa MEC


O aumento do índice de jovens de 15 a 17 anos que abandonam a escola mostrado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011, divulgada nesta sexta-feira (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), preocupa o Ministério da Educação. A pesquisa mostrou que 16,3% dos jovens desta faixa etária (1,7 milhão) estão fora da escola. Em 2009, índice era de 14,8%.

Segundo o estudo, o percentual de jovens de 15 a 17 anos frequentando a escola em 2011 foi de 83,7% da população nesta faixa etária. Dos 10,5 milhões de jovens desta idade, 8,8 milhões estão na escola, e 1,7 milhão, está fora. O número representa a metade do total de brasileiros de 4 a 17 anos fora da escola, que é de 3,5 milhões.

Ainda segundo o estudo, o abandono nesta faixa etária se mostrou maior no Sudeste (15,3%) e no Sul (17,8%).

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, diz que o governo tem tomado medidas para procurar reter o jovem na escola, principalmente nesta idade onde é esperado que ele esteja cursando o ensino médio. Ele afirma que é preciso que os adolescentes e suas famílias saibam que sair da escola para começar a trabalhar pode não ser compensador. "Nem sempre o caminho mais curto é o melhor", avalia Mercadante. "Quem estuda vai poder escolher o que vai fazer. Quem não estuda, acaba sendo escolhido. Ou não."


Entre as medidas que o governo aponta como possibilidades para reter os jovens nos estudos estão a ampliação do Programa Bolsa Família para quem tem filhos até 17 anos (o dinheiro só é enviado se o filho estiver na escola); ações educativas para reduzir a gravidez na adolescência (a quantidade de mulheres de 15 a 17 com filhos nascidos vivos ampliou de 283 mil em 2009 para 307 mil em 2011); promoção do ensino técnico profissionalizante; e uma reavaliação da estrutura curricular do ensino médio.

Além disso, a nova lei de cotas, que vai garantir 50% das vagas das universidades federais para alunos da rede pública será outro atrativo para os jovens, segundo Mercadante.

Mercadante aponta que o estudante encontra dois momentos difíceis em sua trajetória escolar. O primeiro é no 6º ano (antiga 5ª série), quando deixa de ter aulas com apenas um professor e passa a ser atendido por oito professores de disciplinas distintas. O segundo é quando sai do ensino fundamental e vai para o ensino médio, podendo ter até 19 disciplinas para estudar durante três anos de ciclo.

"O ensino médio é uma estrutura enciclopédica que precisa ser reavaliada. Vamos promover o ensino médio inovador com a integração das disciplinas que compõem o Enem, português, matemática, ciências humanas e ciências da natureza. Temos de tornar a escola mais atraente no ensino médio e dimunuir a repetência." O ministro destacou ainda que nos últimos anos tem diminuído o número de estudantes que têm aulas à noite. "Estudando durante o dia eles aprendem mais."

Queda do analfabetismo

O ministro considerou positivos os números referente à educação brasileira mostrados pela pesquisa principalmente em relação à queda da taxa de analfabetismo (em 2011, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade, no Brasil, foi estimada em 8,6%; em 2009, a taxa era de 9,7%), e ao número de matrículas no início da educação básica.
Mercadante acredita que o país vai conseguir cumprir a meta estabelecida de chegar em 2015 com o índice na faixa de 6,7% de analfabetos.

Fonte:  Paulo Guilherme, do G1, em São Paulo

domingo, 23 de setembro de 2012

Paula Felix




Convidamos para um evento musical imperdível!

29 de set - Sábado - 19h

A grande cantora Paula Felix vem compartilhar conosco o melhor da bossa e do samba. Simplesmente                                lindo!

ENTRADA FRANCA | "Porque acesso é tão importante quanto criação"
*Doação de livros como parte do nosso projeto de incentivo à leitura.

Esperamos por você! Até!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

100 livros essenciais da literatura brasileira

Quais são os 100 livros fundamentais, essenciais, imperdíveis da literatura brasileira? Que romance, poesia, crônica ou conto você não pode deixar de ler na vida? Dom Casmurro, Brás Cubas, Macunaíma, Sargento de Milícias, Grande Sertão Veredas e outras grandes obras do Brasil. A revista Bravo selecionou os 100 melhores livros dos melhores autores do país. Aqueles clássicos que caem no vestibular com 100% de certeza. Um ranking dos livros mais importantes do Brasil. Veja a lista no final do texto ou siga as dicas de 17 educadoras que selecionaram os livros essenciais para ler dos 2 aos 18 anos e chegar a vida adulta com boas referências, no hotsite Biblioteca Básica.

Escritores costumam ser, até por ofício, bons frasistas. É com essa habilidade em manejar palavras, afinal, que constroem suas obras, e é em parte por causa dela que caem no esquecimento ou passam para a história. Uma dessas frases, famosa, é de um dos autores que figuram nesta edição, Monteiro Lobato: "Um país se faz com homens e livros". Quase um século depois, a sentença é incômoda: o que fazer para fazer deste um Brasil melhor? No que lhe cabe, a literatura ainda não deu totalmente as suas respostas.

Outro grande criador de frases, mais cínico na sua genialidade, é o dramaturgo e escritor Nelson Rodrigues, outro autor representado nesta edição. Dizer que "toda unanimidade é burra" é muito mais que um dito espirituoso: significa mesmo uma postura em relação às coisas do mundo e do homem tão crucial quanto aquela do criador do Sítio do Picapau Amarelo.

É evidente que o ranking das 100 obras obrigatórias da literatura brasileira feito nesta edição não encontrará unanimidade entre os leitores. Alguns discordarão da ordem, outros eliminariam títulos ou acrescentariam outros. E é bom que seja assim, é bom que haja o dissenso: ficamos longe da burrice dos cânones dos velhos compêndios e da tradição mumificada.

Embora tenha sua inevitável dose de subjetividade, a seleção feita nesta edição, contudo, está longe de ser arbitrária. Os livros que, em seus gêneros (romance, poesia, crônica, dramaturgia) ajudaram a construir a identidade da literatura nacional não foram desprezados (na relação geral e na ordem). Nem foram deixados de lado aqueles destacados pelas várias correntes da crítica, muito menos os que a própria revista BRAVO!, na sua missão de divulgar o que de melhor tem sido produzido na cultura brasileira, julgou merecer.

O resultado é um guia amplo, ao mesmo tempo informativo e útil. Para o leitor dos livros de ontem e hoje, do consagrado e do que pode apontar para o inovador. Não só para a literatura, mas também, como queria Lobato, para os homens e para o país que ainda temos de construir. A seguir, os 100 livros essenciais da literatura brasileira, listados em ordem alfabética de autor. Leia e divirta-se!

Adélia Prado: Bagagem

Aluísio Azevedo: O Cortiço

Álvares de Azevedo: Lira dos Vinte Anos; Noite na Taverna

Antonio Callado: Quarup

Antônio de Alcântara Machado: Brás, Bexiga e Barra Funda

Ariano Suassuna: Romance d'A Pedra do Reino

Augusto de Campos: Viva Vaia

Augusto dos Anjos: Eu

Autran Dourado: Ópera dos Mortos

Basílio da Gama: O Uraguai

Bernando Élis: O Tronco

Bernando Guimarães: A Escrava Isaura

Caio Fernando Abreu: Morangos Mofados

Carlos Drummond de Andrade: A Rosa do Povo; Claro Enigma

Castro Alves: Os Escravos; Espumas Flutuantes

Cecília Meireles: Romanceiro da Inconfidência; Mar Absoluto

Clarice Lispector: A Paixão Segundo G.H.; Laços de Família

Cruz e Souza: Broquéis

Dalton Trevisan: O Vampiro de Curitiba

Dias Gomes: O Pagador de Promessas

Dyonélio Machado: Os Ratos

Erico Verissimo: O Tempo e o Vento

Euclides da Cunha: Os Sertões

Fernando Gabeira: O que é Isso, Companheiro?

Fernando Sabino: O Encontro Marcado

Ferreira Gullar: Poema Sujo

Gonçalves Dias: I-Juca Pirama

Graça Aranha: Canaã

Graciliano Ramos: Vidas Secas; São Bernardo

Gregório de Matos: Obra Poética

Guimarães Rosa: O Grande Sertão Veredas; Sagarana

Haroldo de Campos: Galáxias

Hilda Hilst: A Obscena Senhora D

Ignágio de Loyola Brandão: Zero

João Antônio: Malagueta, Perus e Bacanaço

João Cabral de Melo Neto: Morte e Vida Severina

João do Rio:A Alma Encantadora das Ruas

João Gilberto Noll: Harmada

João Simões Lopes Neto: Contos Gauchescos

João Ubaldo Ribeiro: Viva o Povo Brasileiro

Joaquim Manuel de Macedo: A Moreninha

Jorge Amado: Gabriela, Cravo e Canela; Terras do Sem Fim

Jorge de Lima: Invenção de Orfeu

José Cândido de Carvalho: O Coronel e o Lobisomen

José de Alencar: O Guarani e Lucíola

José J. Veiga: Os Cavalinhos de Platiplanto

José Lins do Rego: Fogo Morto

Lima Barreto: Triste Fim de Policarpo Quaresma

Lúcio Cardoso: Crônica da Casa Assassinada

Luis Fernando Verissimo: O Analista de Bagé

Luiz Vilela: Tremor de Terra

Lygia Fagundes Telles: As Meninas; Seminário dos Ratos

Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas; Dom Casmurro

Manuel Antônio de Almeida: Memórias de um Sargento de Milícias

Manuel Bandeira: Libertinagem; Estrela da Manhã

Márcio Souza: Galvez, Imperador do Acre

Mário de Andrade: Macunaíma; Paulicéia Desvairada

Mário Faustino: o Homem e Sua Hora

Mário Quintana: Nova Antologia Poética

Marques Rebelo: A Estrela Sobe

Menotti Del Picchia: Juca Mulato

Monteiro Lobato: O Sítio do Pica-pau Amarelo

Murilo Mendes: As Metamorfoses

Murilo Rubião: O Ex-Mágico

Nelson Rodrigues:  Vestido de Noiva; A Vida Como Ela É

Olavo Bilac: Poesias

Osman Lins: Avalovara

Oswald de Andrade: Serafim Ponte Grande; Memórias Sentimentais de João Miramar

Otto Lara Resende: O Braço Direito

Padre Antônio Vieira: Sermões

Paulo Leminski: Catatau

Pedro Nava: Baú de Ossos

Plínio Marcos: Navalha de Carne

Rachel de Queiroz: O Quinze

Raduan Nassar: Lavoura Arcaica; Um Copo de Cólera

Raul Pompéia: O Ateneu

Rubem Braga: 200 Crônicas Escolhidas

Rubem Fonseca: A Coleira do Cão

Sérgio Sant'Anna: A Senhorita Simpson

Stanislaw Ponte Preta: Febeapá

Tomás Antônio Gonzaga: Marília de Dirceu; Cartas Chilenas

Vinícius de Moraes: Nova Antologia Poética

Visconde de Taunay: Inocência


Fonte: educarparacrescer.abril.com.br (texto Helio Ponciano e Marcelo Pen)

DICA DA SEMANA

A trilogia Wunderkind está dando o que falar: a crítica europeia a comparou aos livros de Neil Gaiman, famoso autor inglês de livros e quadrinhos.

Escrita pelo italiano D’Andrea G. L., a trilogia chega ao Brasil pela Bertrand Brasil.









"A vida de Caius Strauss muda completamente no momento em que ele recebe uma moeda de prata de presente de um homem misterioso. E por mais que ele tente se livrar dela, o objeto sempre acaba voltando para ele.




Fonte: Livros em Série 

Brasileira que faz doutorado na Inglaterra ganha bolsa da Google


A brasileira Larissa dos Santos Romualdo Suzuki precisou de menos de seis anos para fazer a graduação e o mestrado em uma área dominada por homens: a ciência da computação. Em 2010, aos 24 anos, quando já era doutoranda da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), no campus de Ribeirão Preto, ela foi aceita com bolsa integral na University College London (UCL), uma das mais conhecidas do Reino Unido, em um programa de pós-graduação integrado com a Imperial College London. Hoje, aos 27, ela é uma das 40 mulheres de universidades da Europa, da África e do Oriente Médio selecionadas pela Google em 2012 para receber uma bolsa de 7 mil libras (cerca de R$ 22 mil) como forma de premiar seu trabalho.

Como bolsista da empresa que criou o buscador mais popular da internet, Larissa e as demais bolsistas viajaram em junho deste ano até a sede da Google em Zurique, na Suíça, para um encontro de três dias destinado à troca de experiências e à análise dos projetos de cada uma, além de debates sobre a presença das mulheres no ramo da tecnologia.

Larissa conta que toda a sua carreira acadêmica gira em torno da engenharia de software, apesar de ela ter feito graduação em ciências da computação, mestrado em engenharia elétrica e iniciado um doutorado na Faculdade de Medicina, que aceita em seu quadro de pesquisadores estudantes formados em outras áreas.

Sua dissertação de mestrado teve como objetivo "desenvolver uma técnica de pré-processamento de imagens mamográficas para auxiliar o diagnóstico precoce de câncer de mama". Já no doutorado que ela iniciou na área de medicina, mas interrompeu para se mudar para a Inglaterra, a proposta era trabalhar com "técnicas de processamentos em imagens de neuroimagem". Segundo ela, "trabalhos nessa área podem auxiliar no diagnóstico de muitas doenças, como, por exemplo, a epilepsia ou o Mal de Alzheimer".

Atualmente, a tese de doutorado da jovem na UCL gira em torno do desenvolvimento de um sistema orquestrado capaz de integrar outros sistemas, o que seria útil para a administração dos serviços de água, esgoto, energia elétrica e qualidade do ar de uma cidade. "Quero aplicar a engenharia de software de modo a instrumentar cidades, conectar sistemas e fazer as cidades se tornarem um ambiente inteligente para as pessoas viverem", diz.


Mais espaço para mulheres
Estudantes de qualquer parte do mundo matriculadas nas instituições europeias, africanas e do Oriente Médio podem concorrer à Bolsa de Estudos Google Anita Borg Memorial. A seleção é feita anualmente com base na excelência acadêmica nos ramos da computação e tecnologia e na experiência em postos de liderança.

De acordo com Larissa, o Reino Unido tem visto o aumento de iniciativas não só para atrair mais mulheres ao ramo, mas também para mantê-las ali. "A gente cresce com o estereótipo de que menina não mexe com eletrônica, e menino cresce mexendo com videogame. O que falta é fornecer um ambiente melhor de trabalho para as mulheres. Por exemplo, na Inglaterra existem prêmios para universidades que oferecem um ambiente de trabalho propício."

Criado em 2007, o programa da Google é feito em parceria com o Instituto Anita Borg para Mulheres e Tecnologia, criado em 1994 por Anita Borg, uma cientista da computação dos Estados Unidos que dedicou sua carreira a aproximar a tecnologia das mulheres, e incentivá-las a trabalhar no ramo. Após a sua morte, em 2003, o instituto passou a levar seu nome e até hoje financia pesquisas de mulheres em áreas como ciência e engenharia da computação, matemática aplicada e bioinformática.


Bolsas recusadas

Atraída por computadores desde pequena, por causa dos irmãos mais velhos que seguiram a mesma área, Larissa concluiu o bacharelado em ciência da computação pelo Centro Univesitário Barão de Mauá, em Ribeirão Preto, e, ao conseguir uma bolsa de iniciação científica, descobriu sua vocação de professora.

Ela dava aulas na Barão de Mauá e acabara de iniciar seu doutorado na USP quando recebeu a notícia de que havia sido aceita não só pela UCL, mas também pelas universidades de Birmingham e Lancaster, todas com bolsa integral. Além disso, ela recebeu oferta de bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

"Escrevi uma carta para as instituições agradecendo pela oferta, mas tive que recusar", conta ela, que conseguiu ajuda de custo da Barão de Mauá para as passagens de avião e acomodação na chegada ao Reino Unido.


As duas bolsas que recebe da UCL cobrem o valor do curso, de 20 mil libras anuais (cerca de R$ 64 mil) e 16 mil libras por ano (aproximadamente R$ 51 mil), incluindo seu salário como pesquisadora e professora assistente.

Mesmo morando fora do Brasil há mais de dois anos, a estudante ainda mantêm o sotaque do interior paulista, mas agora mistura o português com muitas palavras em inglês. Larissa é casada com outro cientista da computação, um brasileiro que também trabalha em Londres, e ainda não decidiu se volta à cidade natal assim que concluir seu doutorado, ou se faz um pós-doutorado no Reino Unido.

"Quero continuar aperfeiçoando meus conhecimentos e fazendo pesquisa para melhorar a sociedade. Quero voltar para o Brasil, sinto muita saudade, é o país a que eu pertenço. Mas não sei se vou fazer pós-doutorado fora, para quando voltar eu tentar uma vaga como professora na livre-docência", afirma.


Fonte: g1.globo.com



Faculdade com quase 90% de alunos negros forma sua 1ª turma de direito


A estudante Marilene de Mello foi escolhida para fazer o juramento dos alunos na formatura da primeira turma de direito a se formar na Faculdade Zumbi dos Palmares (Unipalmares), de São Paulo. A instituição de ensino superior tem quase 90% de seus alunos afrodescendentes autodeclarados, e vai promover nesta sexta-feira (14), no Memorial da América Latina, a colação de grau de 70 bacharéis em direito.

Para Marilene, de 47 anos, o curso de direito foi uma oportunidade de ganhar uma nova formação acadêmica e ainda promover, com outros estudantes de sua etnia, novas possibilidades da luta pelo negro e o direito à educação no Brasil.

Direito das minorias e teoria da justiça social são algumas das disciplinas que ela aprendeu no curso. “O direito no Brasil é usado como instrumento de dominação”, avalia Marilene, que é formada em ciências contábeis pela PUC-SP. “Este curso mostrou que podemos usar a Justiça não como dominação, mas como um direito à liberdade.”

Foram cinco anos de curso até a formatura desta primeira turma de direito da Unipalmares. A universidade reserva 50% de suas vagas a estudantes autodeclarados negros, e é aberta também tem alunos de outras etnias. O curso de direito da Unipalmares foi lançado em 2007, ano em que a universidade formou sua primeira turma, do curso de administração. A mensalidade de R$ 315 permitiu aos estudantes de baixa renda cursar a graduação em direito.


O estudante Manoel Bonfim dos Santos, de 51 anos, será o orador da turma. Ele explicou ao G1 que já tentou fazer outras faculdades, mas acabou desistindo também por se sentir como minoria na turma. “Comecei a fazer engenharia química, não desmerecendo a faculdade, mas existia um certo olhar diferente por eu ser negro. Eu era uma minoria, para não dizer que era o único. A gente sentia essa dificuldade de convivência.”

Santos destaca que na sua turma a grande maioria é de estudantes negros, mas não há uma discriminação entre os alunos. “Temos excelentes alunos e professores, negros e brancos.”

A mais velha da turma é Maria Cecília dos Santos, de 75 anos. Formada em pedagogia, ela já foi diretora de escola e viu de perto as dificuldades dos estudantes negros em conseguir uma vaga em uma boa faculdade. “Presenciei alunos muito bons que não conseguiam entrar na USP porque a família não tinha condições de pagar um cursinho”, destaca.


Maria Cecília diz que decidiu fazer o curso por causa de sua proposta social. “Eu me identifiquei com o projeto que a faculdade apresentava. Em outras instituições eu não encontrava pessoas da minha etnia, e isso me preocupava muito.”

Ela afirma que a lei que obriga as universidades federais a destinar 50% das vagas para alunos da rede pública é um indício de que algo está errado. "Se houver investimento no ensino fundamental, na alfabetização, com o tempo não será mais necessário ter este sistema de cotas. As famílias vão dando novas oportunidades para os filhos. Daqui a algumas décadas nossos filhos estarão em escolas boas, a educação no país estará melhor e os pais terão a consciência de sua importância para ajudar nesta formação."


Presidente do STF será o patrono
O reitor da Unipalmares, José Vicente, destaca que “essa formatura é uma expressão de quanto este tema e formas de inclusão se desenvolveu na sociedade e como ela tem reagido a mecanismo de condução neste tema”. Segundo ele, três alunos já foram aprovados no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil, que dá direito ao bacharel exercer a advocacia.

A turma terá como patrono o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ayres Britto. O vice-presidente Michel Temer também deverá participar da cerimônia, entre outras autoridades.

Além da escolha de Ayres Britto como patrono da turma, Vicente destaca que a universidade fez contato com outro ministro do STF, Joaquim Barbosa, que é negro, mas não foi possível contar com ele na colação de grau. “Gostaríamos que o ministro Joaquim Barbosa estivesse conosco. Eu acho que ele é uma expressão da possibilidade para o jovem negro no país”, diz o reitor. “Mais do que poder é fazer um trabalho com essa responsabilidade, qualidade e seriedade.”

A Unipalmares iniciou suas atividades em 2004 e atualmente conta com 1.700 alunos. Oferece os cursos de administração, direito, pedagogia, publicidade e propaganda, e tecnologia de transportes terrestres. Para 2013 já está autorizado pelo MEC os cursos tecnólogos em recursos humanos e em finanças. O próximo projeto é criar o curso de engenharia. “Queremos formar engenheiros, é uma carreira na qual este público afrodescendente não se faz presente”, diz o reitor. “E é uma área que demanda muitos profissionais.”


Fonte: g1.globo.com



Greve nas universidades federais empurra ano letivo para 2013

A maioria das universidades federais que saiu da greve retoma as aulas nesta segunda-feira (17). Cada instituição terá autonomia para montar o calendário de reposição, porém as aulas devem prosseguir até o ano de 2013. Nos casos mais extremos, como o da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a previsão é que as aulas só terminem em abril do ano que vem.

A greve foi deflagrada no dia 17 de maio, e perto de completar quatro meses ainda conta com a adesão de 22 instituições. O movimento chegou a atingir 57 das 59 universidades federais do país. O Ministério da Educação já anunciou que quer a reposição completa do período em greve.

Os professores que ainda estão em greve têm até esta quinta-feira (13) para definir se suspendem ou não a paralisação e enviar sua posição para o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino (Andes). A entidade que representa a maioria dos docentes pretende anunciar uma decisão unificada sobre a continuidade ou não da greve. Em 35 delas, no entanto, os docentes anunciaram a saída da greve.

O governo federal fechou acordo com outra entidade sindical, o Proifes, no início de agosto e deu por encerrada as negociações sobre salários e carreiras.

A paralisação continua em 22 universidades federais: Espírito Santo (Ufes), Mato Grosso (UFMT), Mato Grosso do Sul (UFMS), Viçosa (UFV), São João del Rei (UFSJ), Pará (UFPA), Oeste do Pará (Ufopa), Paraná (UFPR), Tecnológica do Paraná (UFTPR), Rural de Pernambuco (UFRPE), Vale do São Francisco (Univasf), Piauí (UFPI), Tocantins (UFT), Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Fluminense (UFF), Rio Grande (Furg), Pampas (Unipampa), Santa Maria (UFSM), Pelotas (UFPel), Rondônia (Unir), Roraima (UFRR) e Sergipe (UFS).



Fonte: g1.globo.com (foto: Marcos Dantas / G1 AM)